A abdominoplastia é a cirurgia plástica realizada com o objetivo de retirar o excesso de gordura e de pele do abdômen.

Ajudando a diminuir a flacidez da barriga e a deixar a barriga lisa e dura, além de também poder ser possível remover estrias e cicatrizes presentes no local.

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Essa cirurgia pode ser feita tanto em mulheres quanto em homens e é principalmente indicada para quem perdeu muito peso ou para mulheres que, após a gravidez, ficaram como a região da barriga muito flácida.

Em alguns casos, principalmente em mulheres magras que apenas têm apenas alguma gordura localizada.

O cirurgião pode recomendar fazer uma lipoaspiração ou uma mini abdominoplastia, em vez da abdominoplastia, retirando o excesso de gordura na parte lateral do abdômen e na parte nas costas.

Abdominoplastia fotos antes e depois

Abdominoplastia fotos antes e depois
Abdominoplastia fotos antes e depois

Antes da realização da abdominoplastia, é importante que a pessoa passe por avaliação pré-operatória para que seja verificado se existe algum risco de complicações.

Por isso, o médico-cirurgião normalmente indica exames de sangue, avaliação física e dos fatores de risco, como tabagismo, obesidade e idade avançada, por exemplo.

Caso o médico verifique que não há riscos, procede à marcação e realização da cirurgia, sendo importante que a pessoa não beba.

Fume ou tome medicamentos que possam aumentar o risco de sangramentos, como aspirina ou anti-inflamatórios, antes do procedimento.

Como é feita a abdominoplastia

A abdominoplastia demora entre 2 a 4 horas e é feita com anestesia peridural. A partir do momento que a anestesia surte efeito, o médico faz um corte entre a linha dos pelos pubianos e o umbigo.

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Conforme o grau de correção da cirurgia, para que o excesso de gordura, de tecidos e pele possam ser removidos e para que os músculos abdominais que encontram-se enfraquecidos possam ser costurados.

Dependendo da quantidade de gordura e pele que se deseja remover, o médico também pode realizar um corte ao redor do umbigo para remover o excesso de pele na parte superior do abdômen.

Em seguida, o médico procede para o fechamento dos cortes realizados na pele por meio do uso de sutura, adesivos de pele ou fitas.

É recomendado que a pessoa fique 2 a 4 dias internadas após o procedimento para garantir o sucesso da cirurgia e diminuir o risco de complicações.

É normal que na semana seguinte à cirurgia a pessoa sinta dor abdominal e a região fique escura e inchada, sendo esses sintomas solucionados à medida que acontece a cicatrização.

No entanto caso após uma semana os sintomas persistam, é importante voltar ao cirurgião para que seja feita a avaliação.

Como é a recuperação

A recuperação total da cirurgia demora em média 2 meses e requer alguns cuidados, principalmente com a postura, sendo fundamental não fazer esforços durante esse período e usar uma faixa abdominal.

É comum surgir dor no abdômen e hematomas principalmente nas primeiras 48 horas, diminuindo com o passar das semanas. Além disso, para evitar acumular líquidos no abdômen, a pessoa normalmente fica com drenos.

Possíveis complicações

Apesar de ser um procedimento seguro, a abdominoplastia também pode ter riscos e levar o desenvolvimento de complicações tanto durante quanto após o procedimento, sendo, por isso.

Fundamental a realização dos exames pré-operatórios e o internamento após o procedimento.

As complicações que acontecem com mais frequência são seroma, que é o acúmulo de líquido, hematomas, necrose do tecido, assimetria da cicatriz e do tecido.

Insuficiência respiratória e tromboembolismo, que pode acontecer durante o procedimento e resultar em óbito. Conheça outros riscos e complicações da abdominoplastia.

Como é a gravidez de quem fez abdominoplastia

A recomendação é que a abdominoplastia não seja realizada por mulheres que ainda desejam engravidar, pois nesse procedimento os músculos da região abdominal são costurados e quando acontece a gravidez, podem ser rompidos.

Por isso, caso a mulher deseje fazer a abdominoplastia e também engravidar, é recomendada que seja feita a mini abdominoplastia, em que pequenas quantidades de gordura são retiradas.

A mulher que fez abdominoplastia e ainda deseja engravidar está mais suscetível ao aparecimento de estrias, devido ao esticamento exagerado da pele e, por isso, recomenda-se que a mulher não engorde mais de 12 kg durante a gravidez.

Abdominoplastia – resultados, riscos, complicações

A abdominoplastia é uma operação que permite obter muito bons resultados com grande repercussão na qualidade de vida e bem-estar dos doentes. Isto é verdade para qualquer uma das variantes acima referidas.

Para além disso pode ser associada com segurança a outros procedimentos cirúrgicos no mesmo tempo operatório.

Tais como mamoplastia (de redução, de lifting mamário ou de aumento com próteses de silicone) blefaroplastia, otoplastia, lifting da face, pescoço ou testa.

A técnica clássica de abdominoplastia apresenta, apesar de tudo, uma taxa de complicações algo elevada, particularmente o seroma (surge em 20 a 25 % dos casos). Este termo refere-se à acumulação de líquido na espessura da parede abdominal.

Trata-se normalmente de uma situação que não obriga a novo internamento ou operação, isto é, pode ser resolvida no consultório. Apesar disso, pode obrigar a várias consultas adicionais e mesmo assim pode prejudicar o resultado estético final.

A maioria dos casos de seroma é resolvida com drenagem através da pele do abdómen por meio de uma agulha. Normalmente é necessário repetir algumas vezes esta drenagem, até resolução completa do seroma sob pena de o resultado estético ser comprometido.

O tratamento do seroma só será feito em internamento ou no bloco operatório em casos de infecção, ou de seroma de grande volume.

A técnica clássica de abdominoplastia complica-se de seroma em 20 a 25 % dos casos. Uma equipa de cirurgiões plásticos (Prof Antonio Ferreira e Dr Marco Rebelo) desenvolveu uma técnica de abdominoplastia (abdominoplastia com preservação da fáscia de Scarpa) que permite reduzir a incidência de seroma para 2 %.

Abdominoplastia – pós operatório, recuperação

A abdominoplastia normalmente é feita sob anestesia geral. A recuperação desta operação é fácil e confortável, obrigando a um período de cerca de 4 semanas sem realizar esforços físicos e uso de cinta abdominal compressiva.

O período de internamento mínimo é de uma noite, isto é, as primeiras 12 horas após a cirurgia. Habitualmente colocam-se dois drenos aspirativos, que serão removidos após as primeiras 24 horas, assim que o volume de drenagem atinga valores baixos.

Muitos doentes optam por permanecer no hospital até que seja possível remover os drenos, enquanto outros preferem ter alta para o domicílio com os drenos.

Qualquer uma das duas opções é segura em termos médicos, devendo optar-se pela que seja mais confortável para o doente.

A técnica moderna de abdominoplastia acima referida, para além de praticamente eliminar a ocorrência de seroma, tem uma outra vantagem muito importante, isto é, permite reduzir o tempo de uso de drenos aspirativos pelo doente.

Na técnica clássica este período é normalmente em média de 6 a 7 dias e numa percentagem elevada (cerca de 30 %) de doentes pode ultrapassar uma semana.

Com a nova técnica este período de tempo reduz-se de forma muito significativa passando a ser, em média, de 2 a 3 dias.

Este detalhe tem uma grande importância uma vez que melhora consideravelmente a recuperação dos doentes por reduzir para metade o tempo em que têm de usar drenos aspirativos.

Trata-se, na verdade de uma evolução muito significativa que aumenta o conforto do doente após uma abdominoplastia. A recuperação torna-se muito mais fácil.

Esta técnica foi reconhecida e premiada internacionalmente por melhorar a recuperação dos doentes e reduzir as complicações da abdominoplastia, facto amplamente divulgado em revistas científicas e na comunicação social.