A circuncisão, também conhecida como postectomia, é a cirurgia realizada para correção da fimose (incapacidade de redução do prepúcio, de modo a possibilitar a exposição da glande de uma forma completa).

Para além da fimose, a circuncisão também é realizada de forma frequente em contexto de algumas crenças socias ou religiosas.

Em termos de genitália masculina, a operação da fimose é a cirurgia peniana mais comum, atendendo à frequência elevada desta condição clínica. Estima-se que um terço da população masculina seja circuncidado.

Postectomia fotos reais antes e depois

Postectomia fotos reais antes e depois
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A fimose é a incapacidade de redução do prepúcio, permitindo expor a glande de uma forma completa. Postectomia fotos reais, veja aqui.

Podemos subdividir a fimose em fimose primária ou fisiológica (congénita, presente à nascença) e fimose secundária ou patológica, adquirida mais tardiamente.

Segundo alguns estudos, calcula-se que menos de 5% dos recém-nascidos apresentem prepúcio totalmente retrátil quando nascem.

A fimose patológica acontece devido a lesões inflamatórias ou traumáticas do prepúcio, que originam a formação de tecido cicatricial (anel fibrótico constritor).

Saiba, aqui, o que é fimose.

A fimose masculina pode ser dividida em diferentes graus mediante a quantidade de glande exposta.

Em certos casos, não é possível efetuar a retração da pele que recobre a glande do pénis (retração prepucial) por limitações do freio peniano/freio do prepúcio uma vez que este é muito curto.

A circuncisão pode não ser necessária. A fimose fisiológica pode ter cura, seja porque resolve de forma espontânea, seja porque os tratamentos / exercícios ou ginástica prepucial permitem resolver o problema.

Na maior parte dos casos, a fimose fisiológica (ou primária) resolve naturalmente com o crescimento. Aos 17 anos de idade apenas 1% dos adolescentes conservam fimose.

Como é feita a circuncisão masculina?

A cirurgia é feita por forma a remover o excesso de prepúcio com o anel fimotico incluído, permitindo dessa forma a exposição da glande sem dificuldade.

Sob anestesia geral ou anestesia local é realizada uma incisão sobre o prepúcio e sobre a mucosa, abrangendo também o freio peniano, e é removido o excesso de prepúcio, permitindo assim uma exposição completa da glande.

De seguida é realizada a sutura do restante prepúcio e reconstruído a região do freio peniano, restabelecendo a continuidade deste.

A cirurgia termina com a realização de um penso compressivo e aplicação de pomada analgésica tópica sobre a região da sutura. Veja fotos superiores com o antes e depois da circuncisão.

A cirurgia de fimose infantil (na criança ou adolescente) tem indicações especificas, conforme já referido previamente.

O objetivo é prevenir o aparecimento de doenças relacionadas com a presença de fimose. Tecnicamente a cirurgia de fimose em adulto é semelhante à cirurgia realizada na criança / adolescente.

A utilização do laser não tem indicação na circuncisão, estando destinada normalmente ao tratamento de lesões do pénis que se podem revelar quando toda a glande peniana fica exposta com a circuncisão.

Esta cirurgia não aumenta o tamanho do pénis e até ao momento não existe evidência científica conclusiva que demonstre alteração da atividade sexual ou do prazer.

A circuncisão pode ser realizada sob anestesia local e analgesia ou sob anestesia geral consoante as características do doente e a sua preferência.

Circuncisão – riscos, complicações

Apesar da circuncisão ser uma cirurgia muito segura na atualidade, não está, à semelhança de todas as intervenções cirúrgicas, isenta de riscos. As complicações, apesar de raras, podem surgir quer durante, quer depois da cirurgia.

Como principais complicações, podemos destacar a lesão da uretra, a hemorragia ou a infeção. Em alguns casos raros, pode surgir no pós-operatório imediato a isquemia da glande por compromisso da irrigação sanguínea terminal do pénis.

Esta complicação está associada na maior parte dos casos a uma dissecção profunda das túnicas do pénis e à utilização da anestesia local. Normalmente com determinados cuidados hospitalares e vigilância, cursa sem sequelas de relevo.

Circuncisão – pós operatório

O pós-operatório de circuncisão é habitualmente curto e simples. O internamento geralmente é de apenas um dia – cirurgia de ambulatório – ou com uma pernoita para os casos de bebés e crianças pequenas.

A dor após a circuncisão é ligeira e facilmente controlada com analgesia oral. Na maioria dos casos é possível aliviar a dor facilmente através da administração de medicamentos (ou remédios) analgésicos orais (exemplo paracetamol ou ibuprofeno) ou na forma de pomada.

Quando dói muito intensamente ou durante muito tempo após a cirurgia ou quando surge febre é importante a reavaliação médica urgente para descartar complicações pós operatórias.

A aplicação de antibiótico na forma de pomada também pode ser realizada, nomeadamente em casos em que o risco infecioso seja elevado.

Circuncisão – recuperação

A recuperação é habitualmente rápida, geralmente com a cicatrização a decorrer no espaço de 7 dias. O doente, normalmente, retoma as suas atividades normais ao fim de 10 a 15 dias.

O tempo de recuperação, com duração previsível de 10 a 15 dias, varia de pessoa para pessoa.

Retomar as atividades sexuais, incluindo a masturbação, apenas está recomendada após um período mínimo de 2 a 3 semanas, variável consoante o tipo de cirurgia realizada e a evolução da cicatrização.

Após a cirurgia devem ser realizados cuidados de lavagem e desinfeção local (água e sabão e eventualmente desinfeção com betadine nos primeiros dias), vigilância de sinais inflamatórios e aplicação de pomada local para alívio da dor.

Nos adolescentes ou adultos pode ser prescrito igualmente medicação para diminuir o aparecimento de ereções noturnas, uma vez que estas podem desencadear laceração ao nível dos pontos e hemorragia considerável.

Não existem restrições relativamente à alimentação no pré ou pós-operatório.

Quanto custa uma circuncisão?

O valor ou preço de uma circuncisão, se realizada a título particular, pode oscilar em função de diversos fatores. Por norma, não se trata de uma cirurgia dispendiosa, principalmente quando comparada com outras intervenções cirúrgicas de maior complexidade.

Apenas o médico urologista (especialista em urologia) poderá estimar com exatidão o valor da circuncisão, após avaliação em consulta médica.