PUNIR CRIANÇAS É BOM?

PUNIR CRIANÇAS É BOM?
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Punir crianças é bom ou não?

No passado, a punição era a ferramenta mais amplamente usada para punir um comportamento ou ação incorreta de uma criança. Punir crianças prendendo-as ou usando certa violência era muito comum. Hoje, com certeza, seriam ações julgadas.

Embora a punição ainda seja um método muito atraente e fácil de usar, neste artigo para bebês, É bom punir crianças?, Explico algumas razões pelas quais não o deve fazer. Além disso, ofereço dicas possíveis para usar no dia-a-dia.

Estilos educacionais: permissivo, autoritário e democrático

Para entender se é bom ou não punir, é interessante conhecer os modelos educacionais e quais são suas características. tem 3 estilos ou modelos educacionais:

  1. Estilo permissivo: É um estilo em que a família não estabelece nenhum tipo de limite, permite à criança liberdade total ou descontrolada e, além disso, muitas vezes, todo tipo de comportamento é permitido. Os pais geralmente são muito amorosos e confundem dar muito amor com total permissividade.
  2. Estilo autoritário: No estilo autoritário, normalmente, grandes expectativas são geradas na criança, além de exigir responsabilidades que podem não ser adequadas para sua idade. Ordens de comando, punições, gritos, ameaças e talvez violência são usados. Os pais que optam pelo modelo autoritário muitas vezes têm muito pouca paciência e não estão dispostos a negociar, e também usam chantagem emocional. Eles entendem a família como uma hierarquia em que a criança é inferior ao adulto e que deve obedecer sem questionar.
  3. Estilo democrático: É o estilo que mais respeita e atende as necessidades da criança, além de promover uma relação de igualdade. As famílias que escolhem um estilo democrático para educar seus filhos tendem a ser pais muito amorosos, que sabem como estabelecer limites e regras de forma adequada. Eles são firmes, embora também permitam flexibilidade. Além disso, quando se deparam com problemas, eles ouvem e trabalham cooperativamente com as crianças para resolvê-los. Se impõem restrições ou limites como forma de cuidado, os pais democráticos explicam e justificam os motivos.

Por que não punir as crianças

O castigo é um método para sancionar um mau comportamento ou uma ação negativa da criança. É muito comum que se uma criança bate em outra criança, por isso ela seja punida, por exemplo, sem brincar. Punir realmente resolve os problemas? Vou explicar por que não:

  1. Tem uma eficácia momentânea: a punição é momentaneamente efetiva e atua com reforço negativo e positivo, não por meio da comunicação. A criança, com o castigo, pode aprender que da próxima vez terá que realizar a ação negativa sem ser vista por ninguém. Ao explicar a consequência dos atos, ao invés de simplesmente puni-la, a criança entende porque não deve bater. Explicaremos que bater dói, por exemplo.
  2. Isso não erradica a raiz do problema: as crianças não têm mau comportamento apenas porque, ou porque são “más”, não existem crianças más. Por trás do mau comportamento ou da ação negativa, sempre há uma razão. O menino que faz constantes pedidos de atenção pode não receber carinho em casa e a menina que chora pode não valorizar seus sentimentos em casa, pois “são coisas de criança”. Esses exemplos podem justificar crianças que têm mau comportamento.
  3. Não funciona a longo prazo: Se a criança é constantemente punida, mas não sabe por que ou o que fez de errado, ela não vai parar de fazer isso. As punições perderão sua eficácia e não funcionarão.
  4. Não é educacional: Por meio da punição, a criança paga pelo que fez, embora não aprenda nada. Devemos estar cientes de que, como crianças, devem ter a possibilidade de cometer erros e saber o que fizeram de errado. As punições geralmente são aplicadas por atos de pouca importância, como gritar. “Sente-se no canto do pensamento e quando você parar de chorar nós conversaremos.”
  5. Pode ter o efeito oposto: a criança, com as punições, aprende a agir por meio de atos e consequências. Se uma criança é punida sem assistir à TV porque não fez a cama, ela aprenderá que sempre que fizer a cama poderá assistir à TV, o que nem sempre será o caso. A cama está feita porque assim o quarto fica mais arrumado, não porque nada é dado em troca. Os hábitos são internalizados pela imitação em casa e pela necessidade de ordem, um hábito não pode ser forçado ou ensinado.
  6. É um método comportamental: as punições visam modificar o comportamento sem prestar atenção às emoções por trás delas. Uma criança pode sentir raiva, raiva, tristeza e com o castigo podemos nos privar de expressar essas emoções. Os adultos cometem erros e, com certeza, agradecemos que nosso parceiro se sente para conversar sobre como nos sentimos, com as crianças é o mesmo.

Como educar sem punição

Quando uma criança tem um comportamento ou ação negativa, ela tem que entender que isso não é certo, mesmo que É preciso punir?, Não. Como comentamos anteriormente, para evitar o castigo deve haver uma reflexão por parte do adulto, mudando o olhar para determinadas situações e refletindo se esse comportamento negativo é decorrente de um preconceito ou se a criança realmente se comportou mal. Proponho algumas dicas:

  • Estabelecendo limites como forma de cuidado: Os limites, seja qual for o modelo que escolhermos, devem estar presentes para evitar o caos e a permissividade excessiva. Definir limites como forma de cuidado significa definir limites reais, por exemplo: “não dá para atravessar a rua porque os carros passam”, “é hora de dormir, se não dormir amanhã você vai ficar cansado demais para brincar”.
  • Avalie a real importância do conflito: Ele está realmente se comportando mal ou estamos lhe impondo um limite como forma de repressão? Sujar-se, por exemplo, é normal. Se uma criança se suja e nós a punimos, esse castigo é imposto pelos nossos preconceitos, o preconceito de que sujar é errado. Entender e avaliar se o que a criança está fazendo é realmente errado será essencial para evitar punições.
  • Permitir a exteriorização das emoções: Como adultos que precisam expressar nossas emoções, devemos permitir que as crianças tenham o direito de questionar aspectos de suas vidas, de ficar com raiva, de gritar, de não querer compartilhar, etc.
  • Use as frases de maneira positiva: Em vez de verbalizar a ação que não queremos que a criança faça, transformar a frase em uma ação positiva ajudará a criança a saber o que fazer. Por exemplo: em vez de dizer “não pegue sua irmã, você vai jogá-la fora”, “vejo que você quer pegar sua irmã, quer que eu te ajude?” ou, em vez de dizer “você vai cair”, transforme a frase em “você está no banco, tá alto”.
  • Promova a autonomia da criança: Certos conflitos podem surgir da necessidade do bebê de ser autônomo. Vestir-se sozinho, poder participar da cozinha, andar sozinho em uma rua de pedestres são três dos exemplos que, muitas vezes, geram conflitos na família. Observar e responder a essas necessidades será essencial para evitar confrontos.
  • Evite a pressa: A pouca conciliação familiar, hoje em dia, permite pouca flexibilidade de tempo e nos faz correr a qualquer hora. Levantar mais cedo, ir cedo ou se organizar são três aspectos que podem ser trabalhados para evitar a pressa nas crianças.
  • Expectativas de correspondência: expectativas elevadas em relação às crianças costumam provocar sentimentos de decepção. Um exemplo claro é remover a fralda. A sociedade impõe que aos 3 anos a criança tire a fralda e muitas famílias o fazem. Se a criança não estiver preparada, ela vai fazer xixi em si mesma e, por consequência, aquela família pode pensar que a criança está fazendo errado. Compreender os ritmos maturacionais e as expectativas correspondentes será essencial.
  • Preste atenção às emoções: Que a criança saiba e saiba identificar suas emoções será uma boa ferramenta para manejar determinada situação. Ser capaz de perguntar, transmitir e falar sobre como você se sente em todos os momentos é muito importante para canalizar suas emoções.
  • Encontre soluções em vez de culpados: nesta vida, felizmente, muitos dos problemas têm soluções. Se seu filho está tendo um ataque de raiva porque quer ajudar a fazer o jantar, pode ser uma boa ideia construir uma torre de aprendizado ou criar um canto de cozinha adaptado. É tornar a vida simples e não complicar a vida.
  • Equilibre flexibilidade e autoridade: as crianças precisam de limites e horários, embora não se trate de serem policiais. A flexibilidade entre autoridade e permissividade será a chave para que a situação flua. Se seu filho estiver brincando e pedir 5 minutos antes de ir jantar, não há problema em deixá-lo.

Neste artigo, educação respeitosa: o que é e como é praticada, oferecemos mais Chaves para não punir.

Punir crianças é bom ou não?  - Como educar sem punição

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Bibliografia

  • Armando Bastida (2019) criação a partir de 3 anos. Aumentando com bom senso.
  • Carlos González (2016) PDF a idade de não … ou não?