Melasma é uma hipermelanose comum, adquirida e de difícil tratamento
por ser uma condição refratária e recorrente.

Afeta ambos os sexos, com maior incidência em mulheres, especialmente gestantes. Ocorre em todas as raças, particularmente em indivíduos com fotótipos intermediários, que vivem em áreas com elevados índices de radiação ultravioleta (UV).

É difícil encontrar uma mulher que não tenha – ou pelo menos conheça alguém – com manchas na pele, mais conhecidas como melasma.

Vamos abordar profundamente o assunto aqui no blog, tirar todas as dúvidas e mostrar que existem diversos tratamentos eficazes que podem resolver/amenizar o problema.

Pycnogenol melasma antes e depois

Pycnogenol melasma antes e depois
Pycnogenol melasma antes e depois

O pycnogenol  melasma é um potente antioxidante que por possuir ação protetora contra radiação ultravioleta pode apresentar eficácia no
tratamento do melasma.

O melasma é uma hiperpigmentação da pele, decorrente da deposição aumentada de melanina, proteína que garante a coloração da derme e evita os danos da radiação ultravioleta no DNA.

É caracterizado por manchas em tons marrom com limites bem demarcados, mas de formato irregular.

Aparece com maior frequência no rosto, atingindo bochechas, testa e buço, mas também pode surgir em áreas como colo e braços.

CAUSAS DO MELASMA

O quadro tem grande influência da exposição ao calor (mormaço) e do sol em excesso. Um bom exemplo são as pacientes que observam piora do melasma, mesmo utilizando filtro solar e chapéu durante o verão.

Vale lembrar que o problema também pode aparecer no período da gestação, ou devido ao uso prolongado de anticoncepcionais, doenças da tireoide, determinados cosméticos e até mesmo por conta de pré-disposição genética.

O melasma é mais frequente nas mulheres em fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, do que nos homens (apenas 10% são afetados), é raro manifestar-se antes da puberdade.

São mais vulneráveis as pessoas de pele morena em tons mais escuros, como as africanas, as afrodescendentes, as de ascendência árabe, as asiáticas e as hispânicas que, por natureza, produzem mais melanina, uma vez que possuem melanócitos mais ativos.

TIPOS DE MELASMA

Tomando como base a distribuição de melanina na mancha escurecida, o melasma pode ser classificado nos seguintes tipos:

• Epidérmico – o depósito de melanina concentra-se na epiderme, camada protetora e superficial da pele, em contato direto com o mundo exterior.

• Dérmico – a mancha de melanina atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme, e composta por diversos tecidos com diferentes funções.

Por exemplo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, além de terminações nervosas.

• Misto – quando o depósito de melanina afeta tanto a derme quanto a epiderme.

Uma outra questão muito importante é que a formação do melasma exerce impacto negativo sobre a autoestima e a qualidade de vida das portadoras do transtorno.

Não é incomum o aspecto antiestético das lesões servir de entrave para os relacionamentos sociais e afetivos.

A alteração na aparência da pele chega a interferir no desempenho profissional e a pessoa acaba se afastando dos ambientes que antes frequentava e fugindo dos amigos.

Atualmente, ainda não existe cura para o melasma, porém, há diversas opções de controle, seja com soluções de produtos para uso em casa, assim como tratamentos em consultório. No entanto, a melhor maneira de evitar o problema é apostar na prevenção.

MELASMA NA GRAVIDEZ

Ao contrário do que muitos pensam, a gravidez não é responsável pelo surgimento de manchas, não existe uma causa decisiva para o surgimento do quadro.

Acontece que durante a gestação, os hormônios produzidos pela placenta como a progesterona, estimulam a hiperpigmentação da pele, por isso que 70% das mulheres com predisposição para o melasma notam o surgimento nas primeiras semanas de gestação.

Para tratar o melasma durante a gravidez, também conhecido como cloasma, deve-se usar o protetor solar e hidratantes naturais diários.

De preferência, os produtos devem ser hipoalergênicos e oil free, para que não provoquem oleosidade na pele e, assim, evitar o surgimento de espinhas, também comuns na gravidez.

PRECAUÇÕES

Por isso, use sempre filtro solar todos os dias e lembre da reaplicação a cada duas horas, mesmo que o dia esteja nublado.

Isso porque luzes artificiais, assim como as de computadores e celulares, também prejudicam a pele e podem favorecer ao aparecimento do melasma.

Também evite a exposição excessiva ao sol e ao calor. Uma outra dica é resfriar a pele sempre que necessário, aplicando, por exemplo, água termal, uma ótima alternativa. É muito importante também utilizar proteções físicas, como chapéu e guarda-sol.

Existem também comprimidos antioxidantes à base de polypodium leucotomos ou picnogenol, que podem ser consumidos regularmente, de acordo com a indicação do seu dermatologista.

Eles ajudam a prevenir os efeitos danosos de radicais livres sobre as células da pele.

CONCLUSÃO

Conforme vimos, o melasma é um problema bastante comum, que não tem cura, porém, não representa também uma condição grave para aqueles que possuem a doença.

Pode ser prevenido e controlado, de acordo com o perfil e extensão das manchas no corpo. Converse com o seu dermatologista regularmente sobre o assunto e cuide da saúde da sua pele!