Qual é a teoria do valor em economia?

Por que um sistema de troca produto por produto não é usado na economia mundial? ou seja, em que um par de sapatos pode ser trocado por uma câmera ou por um carro. Sem dúvida, a contabilidade seria muito mais fácil, porque você deveria simplesmente contar as unidades sem levar em conta os valores reais.

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Porém, seria totalmente desproporcional pensar em trocar um lápis por uma casa ou um carro por um par de sapatos, e isso porque nem todas as coisas têm o mesmo valor Econômico.

Portanto, é muito lógico nos perguntarmos:porque as coisas não valem o mesmo? ou por que as coisas têm um certo valor? Para entender a proporção pela qual os bens são intercambiáveis ​​entre si, então, inicialmente, seria necessário entender o porquê dos valores de cada bem. Para responder a essas perguntas, o teoria do valor em economia, mas é?

Neste artigo você encontrará:

Teoria do valor em economia

Qual é a teoria do valor em economia

É considerado como teoria do valor em economia a todo esse postulado que busca determinar qual é o valor econômico de bens e serviços, ou seja, o preço que possuem, bem como apurar os motivos e os parâmetros com os quais esse valor é concedido para sua troca.

Alguns dos fatores que foram considerados ao longo do tempo são a utilidade, trabalho ou custo de produção e a subjetividade do consumidor, sendo estes pontos de vista diferentes, mas que têm revolucionado a sua maneira a maneira de ver os sistemas econômicos. .

História e desenvolvimento da teoria do valor

O fato de buscar entender por que bens e serviços têm determinado valor, além de quais são os parâmetros para atribuí-los, gerou um intenso debate ao longo do tempo, que atraiu a atenção de grandes pensadores.

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Filósofos e economistas da época questionavam e argumentavam sobre dois pontos de vista distintos, alguns argumentavam que o valor de um bem dependia de algo objetivo, como o custo de produção ou a quantidade de trabalho concedido para sua elaboração. , e outros argumentaram que esse valor era realmente concedido pela utilidade do próprio produto.

Mas, se fossem levados em consideração os valores de mercado daqueles produtos considerados essenciais e mais úteis para a vida humana, como a água, podia-se observar que eles não necessariamente possuíam um grande valor econômico, se comparados a um determinado produto. baixo em utilidade, como um diamante, ao qual foi atribuído um custo mais alto.

Desse modo, a utilidade de um produto não parece ser um fator determinante para o seu valor, sugerindo que, então, os valores das mercadorias devam ser atribuídos aos custos de produção ou ao esforço despendido para sua elaboração.

Mas e aqueles produtos de grande valor que não eram necessariamente o resultado de um grande esforço de trabalho?

Teoria do valor – trabalho

Para esse momento Adam SmithEm meio a todas essas discussões e dilemas, ele reconheceu 2 fontes de valor dos bens, de um lado, o trabalho necessário à sua produção, e de outro, a escassez ou a relação entre oferta e demanda.

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David Ricardo que era um seguidor fiel de Smith, deu maior importância ao significado do trabalho no valor das coisas, afirmando que os valores dos bens dependeriam da quantidade de trabalho que seria necessária para produzi-los. Então, o preço de um bem seria determinado pelo trabalho para produzi-lo, mas também pela dificuldade de obtê-lo.

Razão que levou Karl Marx a desenvolver ainda mais seu ponto de vista. Apresentando então, em relação a isto, que, se o valor vinha do trabalho então, onde os capitalistas obteriam os lucros ?, Concluindo que, na realidade, era do trabalho extraído do trabalhador. Ponto de partida para a construção de todos os seus ideais.

Apresentando desta forma o conhecido teoria do valor do trabalho, questão que posteriormente foi questionada e em grande medida refutada por ter sido considerada equivocada, pela simples premissa de que, não porque se acrescente mais trabalho para produzir um bem, ele automaticamente aumentaria seu valor.

Teoria do valor subjetivo

E se realmente os valores dados aos bens dependessem de um fator subjetivo“Essa foi a pergunta e a explicação que três grandes economistas, Carl Menger, William Stanley Jevons e León Walras, deram à teoria do valor, afirmação amplamente aceita e considerada correta.

Do ponto de vista subjetivo, é possível apresentar que o valor de um bem não se encontra no produto como tal, mas, sim, na mente de cada pessoa, ou seja, no grau de valor que cada indivíduo atribui a um determinado produto determinado, sendo então esta variante de acordo com o pensamento individual.

Portanto, se cada pessoa é um indivíduo diferente do outro, então também possuem diferentes escalas de avaliação, o que significa que, se pudessem fazer uma lista em referência às suas necessidades, nem todas as pessoas incluiriam o mesmo bem ou no mesma ordem.

Portanto, a questão que realmente atribui valor a cada produto é, então, em cada avaliação subjetiva consumidor em relação ao produto, o que, em referência ao anterior, viria a resolver uma necessidade individual.

Assim, revolucionando esse ponto de vista, a forma de ver a economia, pois o trabalho não seria mais o ponto central do valor das coisas, mas a própria coisa daria valor ao trabalho.

Graças às avaliações que os consumidores fazem sobre esse bem, a produção e o trabalho nele seriam valiosos. Portanto, se um produto perdesse valor para o consumidor, sua produção não significaria mais nada.