O WhatsApp afirma que a sua tecnologia de “criptografia ponta-a-ponta” garante que somente quem envia e recebe as mensagens pelo aplicativo pode ter aproximação às conversas.

Nenhuma outra pessoa ou até mesmo a empresa teria aproximação ao teor enviado pelo app, afirma em sua política de segurança e privacidade.

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No entanto, uma reportagem divulgada pela ProPublica, uma organização de jornalismo independente, denuncia que algumas das mensagens dos bilhões de usuários podem ser lidas por Perceptibilidade Sintético (IA) e moderadores humanos.

Os conteúdos em questão são as mensagens denunciadas, que passam por avaliação interna na companhia.

Isso ocorre quando um usuário denuncia um teor porquê inadequado. As últimas quatro mensagens da conversa são encaminhadas para revisão pelo Facebook, agrupadas involuntariamente por um algoritmo para, posteriormente, serem analisadas por um dos 1.100 funcionários da empresa dedicados a esta função.

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Segundo a reportagem, além das mensagens, são encaminhados metadados não criptografados, porquê nomes e imagens de perfil dos grupos do usuário, número de telefone, sentimento do dedo do dispositivo, contas relacionadas do Facebook e Instagram, muito porquê outras informações, afirma o item.

Criptografia e revisão de mensagens

A revisão das mensagens marcadas porquê inadequadas não viola as diretrizes de segurança do WhatsApp, afirma o Facebook. Quando o botão de “reportar” é acionado em uma mensagem, os moderadores não têm aproximação à chave única de criptografia, esclarece a empresa. A informação é encaminhada para a revisão com um novo protocolo criptografado.

“Os trabalhadores têm acesso apenas a um subconjunto de mensagens de WhatsApp — aquelas sinalizadas pelos usuários e automaticamente encaminhadas à empresa como possivelmente abusivas.

A revisão é um elemento de uma operação de monitoramento mais ampla na qual a empresa também revisa material que não é criptografado, incluindo dados sobre o remetente e sua conta.”

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Compartilhamento de dados com autoridades

A reportagem da ProPublica também revelou que o WhatsApp costuma compartilhar com autoridades judiciárias dados dos usuários que não estão protegidos pela criptografia.

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Ainda que não se refiram ao teor das mensagens, essas informações já ajudaram a improbar uma agente peculiar do FBI em 2018, ao provar que houve troca de mensagens com um repórter.

Desde 2017, o aplicativo colaborou com mais de uma dúzia de instâncias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e também com o Ministério da Justiça brasiliano. Pelo sigilo decretado nos processos, não é verosímil saber quais informações foram encaminhadas pelo app.